Sensibilizada com a tragédia que atingiu a cidade de Brumadinho, em Minas Gerais, a prefeitura de Blumenau inicia neste sábado, dia 26, uma campanha de doação para os atingidos. Estão sendo arrecadados água potável, materiais de limpeza, itens de higiene pessoal e alimentos não perecíveis. Roupas não são prioridade, caso sejam doadas serão guardadas na cidade.

As doações podem ser realizadas em três locais: no terceiro batalhão do Corpo de Bombeiros, em frente ao Terminal Proeb, em um ponto de coleta disponível na noite deste sábado na Vila Germânica, durante a Sommerfest, e no ginásio de esportes da Fundação Pró-família, na rua Itapiranga, próximo ao Parque Ramiro Ruediger, a partir de segunda-feira, 28, em horário comercial.

A campanha segue até quarta-feira, 30, e os produtos arrecadados serão enviados a Minas Gerais na quinta-feira, 31.

“Nossa cidade já passou por diversas tragédias e sempre recebemos ajuda de diversas regiões do Brasil. Esse é o momento de retribuirmos e com certeza o blumenauense irá cooperar com aquela cidade”, disse o prefeito Mário Hildebrandt.

Tragédia humana

Por Agência Brasil

O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais registrou, até o início da madrugada deste sábado, 26, nove mortes em decorrência do rompimento de uma barragem de rejeitos da mineradora Vale, no município de Brumadinho. O último balanço da corporação informa ainda o resgate de nove pessoas retiradas com vida da lama de rejeitos e de cerca de 100 pessoas que estavam ilhadas.

A mineradora divulgou durante a manhã uma lista com o nome das pessoas que não fizeram contato desde o rompimento da barragem. Mais de 400 pessoas, entre funcionários do quadro e terceirizados, integram o levantamento da mineradora.

De acordo com a empresa, a lista está sendo atualizada constantemente, conforme as pessoas são localizadas.

O presidente da Vale, Fábio Schvartsman, disse na noite desta sexta-feira, 25, que o rompimento da barragem na Mina Feijão, em Brumadinho (MG), terá um impacto mais humana do que ambiental. Segundo ele, a maior parte das vítimas são funcionários da empresa.

“Dessa vez é uma tragédia humana. Estamos falando de uma quantidade provavelmente grande de vítimas. Não sabemos quantas, mas sabemos que será um número grande”, disse.

Ao ser questionado se o episódio se equipara à tragédia de Mariana (MG), ocorrida em novembro de 2005, quando se rompeu uma barragem da Samarco, empresa da qual a Vale é uma das acionistas. Na ocasião, 19 pessoas morreram e centenas ficaram desalojados em decorrência da destruição de comunidades. Considerada a maior tragédia ambiental do país, o episódio provocou ainda devastação de florestas e poluição da bacia do Rio Doce.

De outro lado, o presidente da Vale avalia que o dano ambiental será menor em comparação com o ocorrido na tragédia de Mariana.

“Como a barragem era inativa, o material era razoavelmente seco. E consequentemente, ele não tem poder de se deslocar por longas regiões. A parte ambiental deve ser muito menor e a parte humana terrível”, reiterou. Segundo ele, o rejeito não irá além de onde ele está nesse momento.

O presidente da Vale não soube dizer com segurança o que houve com o sistema de sirenes estruturado para avisar previamente a ocorrência de acidentes. “É provável que elas tenham funcionado, mas a velocidade com que isso ocorreu impediu que se tivesse qualquer benefício”.

Fonte: omunicipioblumenau.com.br